Plasticidade Cerebral e Doença Celíaca

Muito se tem falado em doença celíaca e em doentes celíacos, vejo que há uma enorme diferença entre eles. Para iniciar nossa reflexão só recebemos o nome de “pacientes” durante a permanência do tratamento. E lógico quando deixamos de estar doentes, não somos mais pacientes.

Com a relutância e a grande dificuldade de manter-se sem consumir glúten, seus derivados e possíveis contaminações, tropeçamos vez ou outra na sintomatologia que envolve cada um de nós.
Volto a dizer que não é uma sugestão é uma realização toda questão que envolve seu sistema de imunidade, por que você habita no seu corpo, sua mente não pode brigar pelas exclusões, se isso acontecer, vamos dizer que existe um determinado elemento nessa alimentação que funcionava como ópio, que o levava a uma satisfação imediata e a sensação de estupor. Porém voltaremos mais tarde a esse assunto, muito rico.

O que é a plasticidade cerebral?

Existem peptídeos que não querem se ajustar em uma nova plasticidade cerebral, coisa essa que o novo campo da neurociência da educação vem tentando mostrar que se determos o poder de conhecer a plasticidade em um aspecto e nas demais áreas de nossas vidas agimos da mesma maneira, aí chega o momento realmente de buscar uma orientação psicoterápica para aprender a desaprender e introduzir o novo dentro da melhor maneira possível…isso recebe o nome de “plasticidade cerebral“, a capacidade que temos de desaprender o antigo e reaprender o novo.

O que realmente me estranha que para muitas linhas informativas fazemos isso, veja com os celulares, esta ai um grande exemplo, desaprendemos como se configura o antigo para aprender a manipular o novo e sofisticado aparelho que tanto sonhamos em comprar! E por que não acontece o mesmo com a alimentação? Me parece que a alimentação ganha o status social, afetivo, de poder, de exibicionismo muitas vezes maior que o simples e relevante verdadeiro que é ser um nutridor celular.

Ser Celíaco X Estar Celíaco:

Então “ser celíaco” não significa estar doente, significa ganhar um alerta do que te deixa doente, isto é orgânico, nas suas estruturas biológicas, o que te mantém doente celíaco é quando o seu plano mental e emocional fogem da responsabilidade e obediência do corpórea, então percebeu agora por qual razão se faz tão importante o acompanhamento para o doente celíaco ter um vinculo psicoterápico? Porque ele é um sujeito que pede para ser paciente a todo momento, porque não cuida da sua saúde como o organismo necessita e com isso se torna cada vez mais doente, porque precisa inconscientemente além de ter a doença celíaca,se desrespeita a tal ponto de estar sendo doente celíaco, que vai colocar em risco toda sua saúde.
Ser celíaco é viver a maior parte de tempo em saúde, e não cultivando a doença.